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The House of Dragon ou A Casa dos Dragões, da HBO.

 

por Samir Saif Tomaz.

     No dia 21 de agosto desse ano tivemos a sorte sentar em frente a tv pra ver House of the Dragon, que chegou ao Brasil sob o título de A Casa dos Dragões. De cara, temos o logo de abertura  da HBO e em seguida uma narração em off dizendo – Quando o primeiro século da Dinastia Targaryen chegou ao fim, a saúde do Velho Rei Jaehaerys começou a falhar. Naquele tempo, a Casa Targaryen vivia o ápice de sua força, com dez dragões adultos sob seu jugo. nenhuma força do mundo poderia se opor a ela. O rei Jaehaerys, reinou por quase sessenta anos de paz e prosperidade. Mas uma tragédia levou ambos seus filhos, deixando sua sucessão em dúvida. Então, no ano 101, o grande rei convocou um conselho para prevenir uma guerra na sua sucessão. Pois ele sabia a dura verdade. A única coisa que poderia destruir a Casa do Dragão, era ela mesma. – e assim começa  The Heirs of the Dragon, ou Os herdeiros do Dragão.

     O episódio de estreia, dirigido por Miguel Sapochnik (diretor do episódio Hardhome em Game of Thrones) e roteirizado pelo showrunner Ryan Condal é a partida dessa tragédia épica, cheia de tons folhetinescos e desenrolar shakespeariano. Diferente de sua “neta” ou parente distante Game of Thrones, A Casa dos Dragões tem uma estrutura narrativa bem distinta de sua “parente”. Se na anterior temos temporadas focadas em crônicas dos mais diversos personagens e muitos, muitos núcleos (o que pode ter sido o problema de Got, principalmente quando a serie se distanciou da obra original), em House of the Dragon temos uma estrutura de núcleos mais enxuta, permitindo focar os fatos em dois luminares da serie numa clara luta por antagonismo e protagonismo. A chama vermelha dos Negros, representada por Rhaenyra (interpretada inicialmente por Milly Alcock) e a chama verde da Torre Alta (na pele da jovem Emily Carey no papel da jovem Alicent Hightower). Assim, dentro dessa narrativa somos jogados dentro de uma antologia de relatos históricos diversos e variados sobre a dinastia Targaryen num dos momentos mais tristes e sangrentos da história de Westeros, a Dança dos Dragões.

Mas, se no dia 21 a serie estreou, foi no dia 22 que nós estreamos nossa primeira live no Youtube de nossas Impressões sobre House of the Dragon, com a participação dos já conhecidos Angélica Hellish e Marcos Noriega, acompanhados inicialmente por Fillipe Pereira e Samir Saif Tomaz. Mais tarde tivemos a companhia de Nana Gouveia. E seguimos episodio a episodio assim, tentando trazer diferenças entre os livros e a serie, chorando, sorrindo, nos enfurecendo e nos maravilhando com todo esse processo. E é na estreia dessa coluna que gostaria de agradecer a todos ouvintes, leitores, acompanhadores e fãs d’A Casa dos Dragões e da equipe do Masmorracine por nos fazer companhia nesses dez episódios. Mas não vamos nos ater a nós mesmos. O assunto é A Casa dos Dragões, e saltos. Saltos temporais abruptos, um problema cronológico que atrapalhou muito os fãs dos livros e confundiram muito os fãs da serie, no entanto, isso foi compensado pelo elenco excepcional, direção firme na maior parte dos episódios, uma produção de engenharia de som robusta, fotografia belíssima, mesmo que o sexto episódio tenha trazido uma escolha estética que nos mergulha na escuridão, o que mais tarde vemos que a direção tem intenção de que essa escuridão mergulhe pra dentro do publico também,e a impecável produção de design da serie, que conversou todo tempo com o publico com suas cores, brasões, armas e cenários deslumbrantes. Marca já conhecida da HBO, mas que jogou uma paleta de cores bem melhor que a comparável Guerra dos Tronos.    E foi isso, em meio a mortes, intrigas e traições, uma cartilha tão conhecida pelos fãs da obra de George R. R. Martim, nos dirigimos ao fim da temporada, podendo ter que aguardar o oposto do salto temporal, já que precisaremos esperar ao menos dois anos pra segunda temporada que virá recheada de Syrax, Vaghar, Caraxes entre outras grandes estrelas desse CGI competente e verossímil que jogaram na tela pra todos nós. É Dracarys que queremos, foi Dracarys que tivemos e Dracarys ainda iremos ter, pois os deuses novos e antigos assim quiseram, nessa novela trágica onde o Fogo e o Sangue definem o único Jogo dos Tronos que nos importa. Pelo menos nesse spin-off que já parece caminhar com as próprias pernas sem depender ou se ancorar em Game of Thrones. Um abraço a todos, e Dracarys!

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Samir Saif

Neo-pitagórico, técnico em Enfermagem, kyosanim de Taekwondo e terapeuta Qi Gong, Samir é um humilde alquimista, enlevado por literatura, rpgs, televisão, artes e televisão, ele caminha tanto pelos corredores lendários das masmorras cults quanto pelos prados ensolarados do entretenimento pop.

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