Masmorra Cast #31 – Lady Snowblood, a Branca de Neve sangrenta!

Para falar do mangá escrito por Kazuo Koike e ilustrado por Kazuo Kamimura e também dos live actions que foram criados a partir dessa sensacional história Angélica Hellish e Marcos Noriega chamaram Edu Cosso um de nossos carcereiros e escriba do Destino PoltronaSr. Seu Panda do Pauta Livre News e do Diecast Connection Sangue nos zóio com um toque de feminilidade nesse podcast!

修羅雪姫 Realizado por Fujita Toshiya

Japão, 1973

>>> Atores

Kaji Meiko, Kurosawa Toshio, Akaza Miyoko, Daimon Masaaki, Nakaya Noboru, Nakada Yoshiko, Negishi Akemi, Nakahara Sanae, Komatsu Hosei, Takagi Hitoshi

>>> Sinopse

O Imperador Meiji iniciou reformas para aproximar o Japão das potências ocidentais, económica, industrial e militarmente. Uma das medidas foi o recrutamento compulsivo para a criação de um exército nacional, ao qual foi associada a expressão “Imposto de Sangue” (Ketsuzei) 1873, um grupo de criminosos (três homens e uma mulher) aproveita o período de agitação social para ganhar dinheiro à custa da ignorância dos camponeses.

Um professor e a sua mulher têm o infortúnio de se cruzarem com eles.
O homem é barbaramente assassinado, a mulher é violentada. 1874, Ano 7 na Era Meiji. Uma criança nasce na prisão. Falecendo pouco depois de dar à luz, Kashima Sayo (Azaka) deixa um legado de vingança à filha Yuki. 1894, o caminho de violência e vingança de Kashima Yuki (Kaji) começa a assumir contornos de lenda quando Ashio Ryurei (Kurosawa), inicia o relato das suas histórias no “Jornal do Povo”, sob o título “Shurayuki Hime”.

>>> Texto do Cinedie Ásia

Hoje, «Lady Snowblood» poderá ser dificilmente dissociável do mega-popular «Kill Bill», uma vez que é uma das muitas obras “de culto” onde Quentin Tarantino foi recolher elementos para reciclagem e integração no seu filme, incluindo a canção “Shura no Hana”, interpretada pela atriz principal Kaji Meiko.

A temática da vingança tem sido muito popular no cinema de ação, mas deixou mais marcas no exploitation, onde se vai mais longe na representação gráfica da violência e, por vezes, do sexo.

Nos anos 70, o tópico conheceu vários desenvolvimentos no feminino, a Oriente e a Ocidente — onde, entre os mais célebres se encontram o sueco «Thriller/They Call Her One Eye» (1974) ou «Last House on the Left» (1973) e «I Spit on Your Grave» (1978), dos Estados Unidos.

Estes títulos normalmente misturavam, com pouca subtileza, a concepção de um produto destinado a uma audiência masculina à procura de emoções fortes, com um pretenso sentimento de justiça feminista, em revolta contra os abusos de que as protagonistas são vítimas. Boa intenções, nem por isso; o público queria mesmo ver sexo e violência à rodo.
Shuruyuki Hime não é uma personagem tipo, no contexto dos títulos referidos anteriormente. É mais uma vingadora substituta, que empreende uma tarefa que a mãe não pôde terminar, do que alguém que viveu e sentiu algo directamente na pele. Yuki herdou o desejo de vingança.

A mãe adotiva preparou a sua educação com os melhores mestres com o único intuito de que a sua filha fosse capaz de se tornar uma assassina, perseguindo um a um aqueles que mataram o pai e violentaram e arruinaram a vida da mãe, bem como todos os que se metam no seu caminho ou cuja eliminação possa ser conveniente por servir de moeda de troca, por informação que a venha a colocar na pista certa. Nestes termos, o filme consegue gerar maior reação emocional perante os atos da sua protagonista. Ela não é apenas alguém que faz justiça pelas próprias mãos — como um Charles Bronson no feminino, mas sim uma mulher que tem a morte como modo de vida e razão de ser.

A mãe adotiva preparou a sua educação com os melhores mestres com o único intuito de que a sua filha fosse capaz de se tornar uma assassina, perseguindo um a um aqueles que mataram o pai e violentaram e arruinaram a vida da mãe, bem como todos os que se metam no seu caminho ou cuja eliminação possa ser conveniente por servir de moeda de troca, por informação que a venha a colocar na pista certa. Nestes termos, o filme consegue gerar maior reação emocional perante os atos da sua protagonista. Ela não é apenas alguém que faz justiça pelas próprias mãos — como um Charles Bronson no feminino, mas sim uma mulher que tem a morte como modo de vida e razão de ser.

 


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